pensando em frases de banheiro, fiquei me perguntando o que será que tem escrito na porta dos banheiros do senado federal... será que coisas do tipo:
- pau no cu do povo
- adoro dinheiro, topo tudo, ligar para meu assessor
- é aqui que fazemos nossas melhores ações
- já caguei tudo antes de chegar aqui
- vim só me limpar
e acabou-se a imaginação...
Só para divulgar meu mais novo rebento:
Site do EREB/NE 2006
Um dia eu volto, quem sabe...
Às 16hs de hoje (14.11.2005) nós (Comando de Mobilização Estudantil) desocupamos o gabinete da reitora após uma reunião de conciliação proposta pela justiça. Informações acerca de todo o processo: http://ocupacao.cjb.net.
...e um dia as estrelas irão se fundir... ou se fuder...
A ocupação da reitoria da Universidade Federal de Alagoas já dura 360 horas. Foi lançado uma página na Internet para dinamizar as informações.
Visualizem em:
http://ocupacao.cjb.net
Em breve, fotos da ocupação.
Havia uma comunidade ribeirinha que vivia feliz num rio, um rio enorme, como vários no Brasil, longe da cidade grande. A comunidade ribeirinha mal tinha contato com a dita cidade grande, nem energia elétrica havia lá. A dita cidade grande tinha contato com tudo, com todos, até com deus. A dita cidade grande não parava de crescer, a dita cidade grande não parava de estender seus contatos, com isso, fica evidente que a dita cidade grande necessitava cada vez mais de mais e mais energia para a sua expansão. A dita cidade grande analisou as possíveis soluções para o problema e decidiu construir uma hidrelétrica. A comunidade ribeirinha, que não possuía energia elétrica em suas casas, ouviu falar da tal hidrelétrica. Pior, os moradores da comunidade ribeirinha souberam que iriam ter que deixar suas habitações que há décadas foram ali construídas. As diversas outras comunidades ribeirinhas também souberam que iriam ter que deixar suas habitações de décadas. Indignaram-se, mas nada puderam fazer, a dita cidade grande necessitava de expansão. A dita cidade grande trouxe diversos “doutores”, a dita cidade grande trouxe diversas máquinas, a dita cidade grande trouxe seu discurso de progresso. Uma grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes ganhou uma tal de licitação para construir a hidrelétrica. A grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes iniciou seu processo de desocupação. A comunidade ribeirinha que mal tinha contato com a dita cidade grande, de repente, viu-se totalmente envolta pela dita cidade grande. Exigiam o direito de permanecer nas terras. Os grandes senhores bonitos e perfumados de paletó da grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes diziam que só poderiam transportá-los dali para novas terras. A comunidade ribeirinha não se sentiu menos mal com essa promessa, mas nada puderam fazer. Aceitaram. A grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes iniciou o processo de cadastro dos moradores da comunidade ribeirinha. Logo a grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes começou a acusar alguns daqueles ribeirinhos de não serem ribeirinhos, de não habitarem aquelas terras, mas que haviam aproveitado a ocasião para obter terras. A grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes iria ganhar muito com a hidrelétrica. Taxas e mais taxas em cima da eletricidade utilizada, abusada, desperdiçada por pessoas sorridentes que ficam sentadas em frente a uma telinha orkutofuscante achando que nada têm a ver com a pobre comunidade ribeirinha que está sendo expulsa de suas terras. As taxas e mais taxas em cima da eletricidade beneficiam a grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes que irá gerenciar a hidrelétrica. O Estado bondoso e democrático do referendo sobre as armas recebe todo mês sua parte pela eletricidade. O meio ambiente recebe uma bela área de preservação ambiental em torno da hidrelétrica, com direito à educação ambiental e viveiros com bichinhos bonitos e elegantes desfilando nas mais deslumbrantes vestes que a natureza poderia lhes dar. Enquanto isso, a comunidade ribeirinha recebe a sutil notícia de que perderá toda sua história e dignidade. Os ribeirinhos, sem terem onde pescar, sem terem onde plantar, começam a passar fome. Os ribeirinhos iniciam sua dispersão pelo sua terra adorada mãe gentil, entre outras mil, esta pátria amada, este Brasil. Alguns vão para a dita cidade grande, em busca de empregos, ainda que sem dignidade, ainda que para serem explorados, outros vão para as casas de parentes de outras comunidades não atingidas. Mas nenhum deles recebe a sua parte por terem 'cedido' suas terras à grande empresa com um nome bonito e banners com pessoas sorridentes. Enquanto isso, pessoas orkutofelizes continuam suas vidas digitais. Enquanto isso, pessoas orkutofelizes não compreendem porque a comunidade ribeirinha está passando por tantos problemas. As pessoas orkutofelizes não entendem porque não podem mais sair de casa em segurança. As pessoas orkutofelizes não conseguem compreender onde isso tem início. As pessoas orkutofelizes só enxergam a pobreza, a miséria, mas não sua causa, sua raiz. As pessoas orkutofelizes enxergam a fome e a soluciona com comida e não com educação. As pessoas orkutofelizes enxergam a poluição e a soluciona com projetos de educação ambiental, que se desenvolvem hoje e amanhã se esquecem. As pessoas orkutofelizes vão embora e com elas suas soluções. Atrás dos passos das pessoas orkutofelizes volta a acontecer tudo o que estava à sua frente, antes de sua chegada. As pessoas orkutofelizes passam e suas palavras não ficam. As pessoas orkutofelizes não enxergam a culpa por detrás do Estado, por detrás do mercado, por detrás da propaganda. Não. As pessoas orkutofelizes só enxergam o banner com pessoas sorridentes da grande empresa com um nome bonito. As pessoas orkutofelizes nada mais farão que convencer-se a si mesmas de que “fazer sua parte é o importante, pois outros beija-flores farão sua parte”. E voltemos aos expropriados da comunidade ribeirinha, vamos visitá-los. Dona Senhora, de 73 anos, morreu pouco tempo após a expulsão de suas terras. Seu Pescador, de 38 anos, foi com a família para a cidade. Hoje ele cata papelão e leva tudo para uma cooperativa, onde estudantes orkutofelizes de biologia fazem um trabalho bonito de educação ambiental. Seu Filho do Pescador, de 25 anos, hoje vive de olho nas luzes azúis e vermelhas piscando. A comunidade ribeirinha, hoje, não mais existe. Dizem que ela nunca existiu. Só o que existe são as pessoas orkutofelizes, que hoje alimentam-se da dignidade da comunidade ribeirinha.
sistema de comentários voltou a funcionar
Música do dia
Édipo, O Homem Que Virou Veículo
Mundo Livre S/A
Isso é o que dá viver catando lixo
Que falta de educação, mané
Que tal criar vergonha, quem já viu ser
Transportadora de bicho de pé
Na secretaria há uma enorme preocupação
Com uma nova epidemia que ameaça a população
Pois um infeliz parece um mutante
Quando ele anda o que se vê
Segundo a secretaria faz dó
O pobre é uma malha ferroviária ambulante
Sua excelência o prefeito homem de coração
Se declarou perplexo e horrorizado
Tanto que já mandou tomar providencias
Todo lixão será protegido por vigilantes armados
Que vão entregar cartilhas aos pés inchados